O Percurso
A Ultra-Trail du Mont-Blanc (UTMB) é conhecida como uma das provas mais desafiadoras do mundo. Está longe de ser a mais técnica — como a Diagonale des Fous —, mas também está longe de ser a mais corrível — como a Western States.

Em números:
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177 km de distância total e 10.000 m de ganho de elevação
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14 postos de abastecimento, sendo 4 com acesso à equipe de apoio:
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Les Contamines — km 32,5
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Courmayeur — km 83,3
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Champex-Lac — km 130,6
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Vallorcine — km 158,6
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4 passagens acima dos 2.400 m de altitude
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37,14 km acima dos 2.000 m
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Diversas subidas com inclinação superior a 20%.
Traçando a rota
De Chamonix até Les Contamines, tudo corre bem. O percurso é relativamente corrível durante os primeiros 32,5 km.

Subida em direção à Croix du Bonhomme
Depois vem a primeira grande dificuldade: a subida até a Croix du Bonhomme. Pela primeira vez, os corredores passam dos 2.000 m de altitude, chegando a 2.408 m.
Atenção à descida até Les Chapieux durante a noite: ela não é muito técnica, mas exige bastante das pernas.
Subida em direção ao Col de la Seigne
Ao subir novamente em direção ao Col de la Seigne, os corredores entram em um trecho de quase 20 km acima dos 2.000 m de altitude.
A hipóxia — a menor disponibilidade de oxigênio — é um fator muito importante na resistência. Se você não estiver aclimatado, é essencial levar isso em consideração e não exagerar na intensidade.
Não hesite em correr a primeira parte dessa subida, que é relativamente corrível e acontece em uma altitude mais baixa. Isso não será possível mais adiante, ao se aproximar das Pyramides Calcaires, onde existe um trecho técnico a 2.300 m de altitude.
Descida para Courmayeur pela Arête du Mont Favre
A descida até Courmayeur deixará marcas: são 9 km com 1.170 m de desnível negativo, incluindo um trecho final com aproximadamente 20% de inclinação.
Trecho de varanda entre o Refuge Bertone e Arnouvaz
Depois de Courmayeur, vem uma subida pelos caminhos de varanda entre o Refuge Bertone e Arnouvaz: um trecho relativamente plano que passa perto dos 2.000 m de altitude e leva ao Grand Col Ferret, ponto mais alto da prova, com 2.527 m.
A descida mais longa da prova
Do Grand Col Ferret, a 2.527 m, até a saída de Praz de Fort, a 1.155 m, está a descida mais longa da corrida.
São 20 km de descida e 1.342 m de desnível negativo.
Depois vêm subidas mais curtas, mas a subida de Les Tseppes definitivamente não deve ser subestimada: são 2,1 km particularmente difíceis, acumulando 620 m de ganho de elevação, o equivalente a uma inclinação de 29,5%.
Trecho final do UTMB, entre Vallorcine e Chamonix
Entre Vallorcine e Chamonix, começa uma batalha mental, com três desafios finais:
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A descida técnica de Le Béchar, curta, mas intensa;
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A subida até La Flégère, exposta e sustentada em torno de 17,5%;
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A descida final a partir de La Flégère — embora, nesse momento, ela já seja menos um desafio e mais a alegria de estar chegando à linha de chegada.
O Clima

O percurso do UTMB alterna entre fundos de vale e passagens expostas em altitude, tanto durante o dia quanto à noite. Apesar de a prova acontecer no final de agosto, nunca é possível garantir boas condições climáticas.
Na largada, em Chamonix, as temperaturas devem estar em torno de 15°C. Algumas nuvens podem aparecer, com 70% de chance de chuva, o que pode tornar a descida em direção a Les Chapieux particularmente técnica.
As temperaturas na região do Col du Bonhomme e das Pyramides Calcaires estarão em torno de 5°C, com pouco ou nenhum vento, fazendo com que as condições sejam confortáveis nesse momento.
Porém, com a chuva, o trecho próximo às Pyramides Calcaires não será fácil. É importante permanecer concentrado.
A chuva deve parar por volta das 3h da manhã, mas é preciso continuar atento à descida da Arête du Mont-Favre em direção a Courmayeur.
O Grand Col Ferret será uma das passagens mais frias da prova, com temperaturas próximas de 4°C por volta das 8h da manhã.
Com a chegada da luz do dia, as temperaturas subirão gradualmente.
A visibilidade deve permanecer boa até Champex-Lac, onde as temperaturas devem chegar a aproximadamente 15°C no final da manhã.
Nesse momento, as temperaturas mais baixas em altitude, na região de La Giète, devem ficar em torno de 12°C.
As condições devem permanecer estáveis durante o domingo, com uma noite agradável de sábado para domingo.
As temperaturas devem permanecer relativamente altas: cerca de 14°C nas descidas e aproximadamente 16°C em Chamonix.
Durante a prova, a umidade nos vales deve variar de aproximadamente 90% na noite de sexta-feira para cerca de 60% na tarde de sábado.
Certifique-se de manter uma boa hidratação e considere utilizar bebidas isotônicas para ajudar a repor os eletrólitos perdidos através do suor.
Os ventos devem permanecer leves durante toda a prova, com rajadas máximas de aproximadamente 20 km/h nas passagens de montanha.
Estratégia de Vestimenta
O objetivo é trabalhar com camadas modulares, dependendo da previsão do tempo e do que você encontrar no percurso.
Uma jaqueta impermeável leve e respirável será sua melhor aliada em caso de chuva, vento ou nas passagens expostas.
Uma buff e luvas finas também podem fazer diferença nos trechos frios.
As manguitos facilitam o gerenciamento das variações de temperatura entre os fundos de vale mais amenos e os trechos mais frios em altitude — por exemplo, na descida para Champex-Lac — especialmente durante a noite.
Em cada posto de abastecimento com acesso à equipe, aproveite para fazer ajustes:
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Se estiver molhado, saia usando uma camada seca.
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Retire camadas nas descidas para os vales para evitar superaquecimento.
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Antecipe as subidas de volta às passagens de montanha colocando novamente uma camada respirável caso a temperatura caia.
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Isso pode acontecer com a chegada da noite, o ganho de altitude ou o aumento da fadiga.
No UTMB, o equipamento certo é aquele que se adapta constantemente às condições e ao seu próprio estado físico.
Estratégia Geral
O UTMB reúne todos os tipos de terreno, e cada um possui seu próprio valor estratégico.

Trechos planos
Geralmente são corríveis no UTMB e nunca muito longos.
Esse é o momento ideal para aumentar um pouco a passada, aproveitar os caminhos de varanda e sentir o fluxo da corrida.
No início da prova, fique atento à frequência cardíaca: permaneça em uma zona extremamente confortável, semelhante a uma intensidade de recuperação ativa.
Subidas curtas
São aquelas em que você precisa ser eficiente e permanecer atento.
Estamos falando de subidas de 2 a 4 km com inclinações acentuadas.
Uma alternância bem calibrada entre corrida e caminhada permite controlar o ritmo sem quebrar e, principalmente, guardar energia para mais tarde.
Subidas longas
É onde os bastões se tornam essenciais.
Mais uma vez, a frequência cardíaca deve ser controlada na primeira parte da prova.
Entre no modo piloto automático e use todos os músculos do corpo — pernas, mas também core e braços.
Descidas corríveis
Frequentemente são ritmadas, mas provocam bastante dano muscular.
Não tente frear demais e também não force de maneira exagerada.
Mantenha-se relaxado: você não ganha "tempo" destruindo os quadríceps.
Descidas técnicas
Pedras, raízes, pedras escorregadias...
Aqui, o esforço excêntrico predomina: cada passada custa muita energia.
Concentre-se em ler o terreno 3 metros à sua frente.
Visualize, antecipe e não fique tenso.
Além disso, gerencie bem as transições.
Não tente recuperar o ritmo rápido demais ao passar de um cume para uma descida. Do ponto de vista mecânico, isso custa muito.
Conforme a fadiga aumenta, sua frequência cardíaca tende a ficar limitada ao longo dos quilômetros.
E isso não é necessariamente algo ruim.
Seu treinamento criou resistência mecânica, permitindo que você sustente a intensidade da prova.
Dito isso, adotar uma estratégia conservadora na primeira parte da corrida vai atrasar esse fenômeno: você conseguirá recuperar melhor o ritmo e alcançar intensidades mais altas posteriormente.
A noite também é um fator importante
Observamos um aumento da frequência cardíaca associado a uma determinada intensidade no escuro: o corpo aumenta seu estado de vigilância.
Por isso, a percepção de esforço pode ser diferente para a mesma intensidade.
Se necessário, ajuste seu esforço reduzindo 2–3 bpm.
Nutrição

Em uma prova como essa, a nutrição deve, acima de tudo, acompanhar o seu esforço.
O percurso alterna entre momentos de alta demanda — subidas e descidas técnicas — e momentos mais favoráveis à digestão — trechos corríveis, subidas leves e descidas fáceis.
Nas subidas longas
A intensidade aumenta e a digestão fica mais difícil.
Prefira ingestões simples e regulares:
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Géis;
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Bebidas energéticas;
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Pequenas porções fáceis de consumir.
Não force a alimentação durante os trechos mais difíceis. Mantenha o foco no esforço.
Nos trechos corríveis, subidas leves e descidas fáceis
É uma boa janela para a digestão.
O esforço é mais estável e a respiração está mais controlada.
Geralmente é mais fácil beber, mastigar e seguir seu plano nutricional.
Porém, não tente compensar exageradamente caso tenha ficado abaixo do planejado.
Nas descidas técnicas
Evite comer continuamente.
A concentração vem primeiro.
Antecipe sua alimentação antes desses trechos, enquanto ainda é fácil manipular um gel ou comer algo sólido.
Assim, você permanecerá mais atento e reduzirá os riscos relacionados à falta de concentração.
Durante a noite
Seja ainda mais rigoroso com os horários.
A redução do estado de alerta e a fadiga fazem com que seja fácil esquecer de comer.
Planeje e siga sua programação de ingestão.
Acima de tudo, não dependa apenas da sensação de fome.
O objetivo é manter uma ingestão energética geral adequada à duração do esforço, ajustada às condições — calor, frio — e ao perfil do percurso — subidas e descidas.
As quantidades a serem consumidas são individuais.
Elas dependem, entre outros fatores, da sua tolerância digestiva, do nível de esforço e dos seus hábitos nutricionais.
Essas quantidades precisam ser calculadas, treinadas e ajustadas antes da prova.
Em uma corrida tão longa, a ingestão não precisa necessariamente ser igual de hora em hora.
Para manter a mesma média horária, muitas vezes vale a pena consumir mais nos trechos corríveis ou nas subidas fáceis e reduzir a ingestão nas descidas técnicas ou nos trechos que exigem muita concentração.
Alguns minutos de antecipação valem mais do que uma longa parada para lidar com uma quebra de energia.
Por fim, lembre-se de uma regra simples:
Tudo o que você consumir no dia da prova — produtos, quantidades, horários e estratégia nutricional — deve ter sido testado durante os treinos.
O dia da prova não é hora de experimentar.
Erros Clássicos de Ultramaratona para Evitar

Começar rápido demais
A atmosfera em Chamonix é elétrica e é muito fácil acompanhar corredores mais rápidos.
Porém, os primeiros 30 a 50 km deveriam parecer "fáceis demais".
Muitos atletas pagam caro por uma largada ambiciosa demais depois de Courmayeur.
Subestimar as descidas
As subidas cansam o sistema cardiovascular, mas frequentemente são as descidas que destroem os quadríceps.
Uma técnica ruim ou uma preparação muscular insuficiente pode transformar as passagens finais em um verdadeiro sofrimento.
As descidas impactam diretamente as subidas que vêm depois.
Administrar mal a nutrição
Problemas digestivos são a principal causa de DNFs — abandonos — no ultratrail.
Você precisa comer regularmente desde o início, sem esperar sentir fome.
Siga a estratégia nutricional testada nos treinos: produtos, frequência e hidratação.
Beber demais... ou de menos
A desidratação reduz o desempenho, mas o consumo excessivo de água também pode ser perigoso, pois pode diluir os níveis de sódio.
O objetivo é beber de acordo com as condições e também repor os eletrólitos.
Negligenciar o sono
Para a maioria dos corredores, uma parte significativa da prova acontece durante a noite.
A fadiga mental pode causar erros de navegação, alucinações ou quedas.
Não cuidar dos pés
Uma pequena bolha no km 40 pode se tornar insuportável no km 120.
Meias, tênis, lubrificação e cuidados com os pés nos postos de abastecimento frequentemente fazem a diferença entre terminar a prova e abandonar.
Ignorar o clima
No UTMB, você pode sair do calor de verão nos vales e chegar a temperaturas próximas de zero, acompanhadas de chuva ou vento nas passagens de montanha.
É preciso antecipar as mudanças e não hesitar em adaptar suas roupas.
Passar tempo demais nos postos de abastecimento
Os postos são confortáveis... às vezes confortáveis demais.
Dez minutos facilmente se transformam em trinta.
Quanto mais tempo você fica parado, mais difícil é voltar a correr.
Tentar "recuperar o tempo perdido"
Depois de um trecho difícil, muitos corredores aceleram abruptamente para voltar ao ritmo planejado.
Isso frequentemente é o começo de uma espiral negativa.
Em uma ultramaratona, você recupera mais tempo mantendo um ritmo constante do que através de explosões de velocidade.
Chegar à largada já cansado
Treinar demais nas semanas finais é um erro clássico.
Os últimos dias são para recuperação, não para ganhar condicionamento físico.
Casos e Dados: Enduraw
Gerenciando a temperatura
A variação de altitude no UTMB é significativa: de 800 a 2.500 m.
Como vimos, o clima também pode variar bastante.
Você precisará reagir rapidamente a cada mudança.
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Adapte suas camadas à temperatura e não subestime a exposição ao sol, que pode elevar rapidamente a temperatura corporal através da radiação. Nesse caso, prefira roupas de cores claras.
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Mantenha seu equipamento o mais seco possível. Isso inclui tanto chuva quanto suor. Tenha equipamentos suficientemente respiráveis e troque-os quando necessário.
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Se a temperatura cair, qualquer umidade pode fazer com que você esfrie excessivamente.
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Se começar a suar demais, isso significa que provavelmente está usando roupa demais. Reaja rapidamente.
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Vento e chuva podem ser combatidos com corta-ventos finos e técnicos e jaquetas impermeáveis.
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Não tenha medo de levar opções demais para os postos onde sua equipe terá acesso.
O papel da equipe de apoio
O UTMB possui apenas 4 postos de abastecimento com acesso à equipe de apoio.
Se você quiser depender exclusivamente dos seus próprios suprimentos, precisa ser preciso nesses pontos.
- Um gel esquecido é um gel que está faltando.
- Levar coisas demais "por precaução" significa carregar peso desnecessário.
Não se esqueça de que esses postos também são momentos especiais para se conectar com as pessoas que você ama.
Planeje as quantidades antecipadamente, confie nas pessoas que estão te apoiando e viva esses momentos intensos junto delas.
Desconecte-se da corrida por alguns segundos.
O Cancelamento das Pirâmides Calcárias
Durante o UTMB de 2025, as condições nas Pirâmides Calcárias pioraram significativamente durante a noite.
Os organizadores decidiram, portanto, fechar esse trecho para os corredores, encurtando a prova em 2 km e 250 m de ganho de elevação.
O ultratrail é uma modalidade extrema que não exige assumir riscos adicionais.
Uma mudança de última hora não deve afetar você de nenhuma maneira.
Você precisa aceitá-la e concentrar-se no próximo ponto: Lac Combal.
Organização do equipamento
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Proteja equipamentos sensíveis — eletrônicos, roupas extras e nutrição — das condições climáticas.
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Planeje uma organização lógica: aquilo que você usa frequentemente deve estar acessível; o que usa raramente pode ficar mais escondido.
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Antecipe momentos críticos — frio, noite, fadiga e mudanças climáticas — em vez de esperar precisar de algo.
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Verifique seu equipamento antes da largada e depois de cada vez que mexer nele.
No dia da prova, sua mochila não deve ser um estoque desorganizado, mas sim uma verdadeira estação de apoio pessoal: organizada, controlada e eficiente.
Os Árbitros da Enduraw
Sua relação com os outros e com o tempo importa. Cada pessoa possui uma relação diferente com a performance.
Alguns correm o UTMB com o objetivo de terminar. Outros buscam um tempo específico. Outros querem uma determinada colocação.
Seja qual for o caso, para chegar lá, você precisará ser a melhor versão de si mesmo naquele dia.
Durante a prova, você não deve ficar obcecado pelo seu objetivo.
Ainda assim, precisa saber utilizá-lo como um impulso para evitar acomodar-se durante sua performance.
Com os vencedores do ano passado, a equipe Enduraw se posicionou em diferentes pontos do percurso para anunciar as diferenças de tempo entre os líderes — tanto para os corredores à frente quanto para os que vinham atrás.
Para os atletas da frente, essas informações são referências concretas, fontes de confiança e verdadeiros estímulos durante a corrida.

